Projeto prevê provas no trânsito na habilitação para pilotar motos

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Projeto prevê provas no trânsito na habilitação para pilotar motos

A formação dos candidatos à carteira de habilitação vai mudar, principalmente para os futuros motociclistas. 

Trezentos e cinquenta metros de pista em um circuito protegido completamente fechado. Em reportagem do Jornal Nacional uma moça que já está na terceira aula diz que não sente muita firmeza na formação que está recebendo para pilotar uma moto.

“A gente dá uma encenada, não tem o trânsito em si, de verdade. Acho que na rua é um pouquinho diferente”, disse. 

Essa é uma das muitas situações que o Denatran tem estudado para aprimorar o processo de formação de condutores de veículos e, com isso, tentar diminuir o grande número de acidentes. 

“Hoje, a sociedade brasileira paga uma conta muito alta, que são R$ 50 bilhões todos os anos, causados pelos acidentes de trânsito. São mais de 38 mil mortos, são 500 mil pessoas que ficam sequeladas pelo trânsito. E esta conta, a solução deste problema, passa necessariamente por um novo modelo de formação do condutor”, explicou o coordenador-geral da Educação do Denatran, Francisco Garonce. 

Uma das principais mudanças é em relação às motos. Deve virar item obrigatório ter aula e exame de direção, também na rua. 

“Só a pista não é suficiente. Tem que ter umas aulas lá fora, mesmo que aumente o preço um pouco”, disse um estudante.

A parte teórica da formação, para carro e moto, será dividida em duas. 

“Vai ter 34 horas que são básicos. Depois você vai ter 26 horas que são específicas. Se ele vai dirigir moto, vai falar exatamente sobre direção defensiva com a moto, os procedimentos de como conduzir. Se for do carro, vai ser da mesma forma e vai sair daquela forma genérica”, afirmou o vice-presidente da CFC de Minas Gerais, José Mário Rodrigues Pereira. 

Quem for reprovado no exame pode ter que ir para recuperação. A ideia é fazer o candidato que tomar bomba voltar para autoescola, enfrentar mais cinco horas de aula. Só então ele estaria pronto para fazer um novo exame. 

“Toda essa falta de formação resulta em imprudência, em imperícia dos elementos na rua, em negligência também que são as causas dos acidentes que matam”, disse Osias Batista Neto, mestre em Engenharia de Transportes. 

Ainda esse ano, as regras novas vão ser encaminhadas para o Conselho Nacional de Trânsito. 

(Com informações do Jornal Nacional – TV Globo)



Fonte: www.sendersp.com.br


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