Motoboys só respondem por 23% dos acidentes

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Motoboys só respondem por 23% dos acidentes

Ao contrário do que se costuma dizer nas ruas quando há um acidente com moto, não são os motoboys as principais vítimas de quedas ou batidas no trânsito. De acordo com um estudo do IOT (Instituto de Ortopedia), do Hospital das Clínicas, os motociclistas que utilizam o veículo apenas como meio de transporte, sobretudo para o trabalho, são 73% dos acidentados  na cidade de São Paulo.

Apesar de os motofretistas passarem uma média de oito horas por dia sobre duas rodas, eles são apenas 23% dos atendidos pelo IOT. Os motocilistas que usam o veículo só  como meio de transporte passam nas motos apenas duas horas por dia, em média.

Para a coordenadora do estudo, a médica Júlia D’Andréa Greve, do IOT, o número baixo de motoboys acidentados não foi uma grande surpresa.

“Eu esperava mais (acidentes) de motofretista, mas acho que (o resultado) mostra, de uma certa forma, o sucesso das políticas que têm sido implementadas pela CET e pelo SindimotoSP (sindicato dos motoboys de São Paulo)”, explica. “Os motofretistas estão sendo mais cuidadosos e, com isso, se envolvem em menos acidentes”, acredita ela.

ÊXITO/ O presidente do SindimotoSP, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, acredita que a redução é consequência de uma política de regulamentação da categoria. “Ao passar pelo processo de regulamentação e fazer o curso obrigatório, o motofretista fica mais consciente no trânsito”. afirma Gil.

O motoboy Adriano Freires de Sousa, 37 anos de idade e 12 de profissão, nunca sofreu acidentes. Ele atribui o fato à experiência no trânsito, ao curso de qualificação, aos equipamentos de segurança obrigatórios e à consciência de que é melhor andar dentro do limite de velocidade e chegar ao destino do que acidentar-se correndo.

Grande maioria é composta por homens
O estudo do IOT também revelou que 62% dos acidentados entrevistados ganhavam entre um e três salários mínimos, 92% eram homens, 20% tinham ensino superior e 58% concluíram o ensino médio. Além disso, os pesquisadores descobriram que 55% das vítimas já tinham sofrido acidentes anteriores e 18% tinham sido internados.

Mais de 20% usaram drogas ou álcool
Em relação ao uso de álcool e drogas, 14,2% tinham usado entorpecentes e 7,1% haviam tomado bebida alcóolica.





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